Você quer trabalhar no BB?

Terceirização Aprovada... e Agora?

Marco Aurélio Gomes      quinta-feira, 6 de abril de 2017

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Terceirização Aprovada... e Agora?

 

Eu tenho recebido muitas perguntas a respeito dos 2 temas que vem atormentando a vida de quem quer fazer o concurso BB: Terceirização e Digitalização Bancária.

Neste artigo vou falar um pouco sobre a terceirização.

Parece que todo mundo acordou... agora que a terceirização foi aprovada...

Neste artigo vou falar um pouco sobre a terceirização.

Parece que todo mundo acordou... agora que a terceirização foi aprovada...

Eu acredito que, se ninguém (ou quase ninguém) era favorável ao projeto, deviam ter se manifestado antes. Agora já é Lei.

Eu relutei muito em escrever sobre isto. Até coloquei lá na Fanpage uns comentários a respeito da terceirização, mas só prá comentar mesmo.

Como o assunto não sai de pauta, resolvi colocar algumas opiniões minhas a respeito do tema.

Primeiro, eu acho, sim, que a terceirização vai precarizar as relações de trabalho.

Segundo... acho também, que as manifestações deveriam ter acontecido antes da aprovação do projeto... seja na rua, seja no contato com os parlamentares, seja avisando os políticos que não voltaríamos a votar neles se eles aprovassem essa monstruosidade (político não gosta de povo, principalmente quando sente seu mandato ameaçado, e também não gosta de manifestações).

E, sem nenhuma conotação ideológica ou partidária, você acha, de verdade, que o que vem por aí vai ser menos monstruoso do que isto? Reforma Trabalhista, Política e da Previdência? Acha, sinceramente que estas reformas vão melhorar sua vida (de concurseiro ou de trabalhador)?

Alguma coisa precisa ser feita! É verdade... mas precisa sempre ser no lombo dos mesmos?

Não vou nem falar aqui de privilégios, sonegação, fisiologismo e corrupção. Quero só alertar que o que vem por aí é desnecessário e traumático. Certamente existem outras (ou mais) alternativas para trazer o País para trilhos menos tortos... mas este não é o objetivo do post... eu só queria deixar clara a minha opinião, e também chamar a atenção para que não aconteça a mesma coisa, de novo... depois de aprovarem as próximas barbaridades, é que todo mundo acorda para o tamanho do buraco. A hora é antes... depois Inês é morta, e só resta chorar.

 

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Voltando à terceirização...

Agora especificamente para o pessoal que quer fazer concurso do BB.

Eu não acredito que a terceirização vai acabar com o concurso do BB, como alguns vem alarmando.

É certo que existem várias atividades no banco que podem ser terceirizadas, eu mesmo trabalhei em algumas áreas do banco, que poderiam ser tocadas por funcionários não pertencentes aos quadros do BB.

E algumas serão, sim, terceirizadas.

Mas muitas atividades não serão... não tem como acreditar que os funcionários que tocam a empresa, sejam totalmente desvinculados dela.

A atividade fim do BB, sua área comercial não será terceirizada.

Imaginem qual é o compromisso de um trabalhador que vai ficar apenas alguns meses na linha de frente do banco, atendendo cliente, resolvendo a parafernália de problemas que aparecem todo dia, acessando sistemas que contém informações sigilosas, e tendo que cumprir meta de venda de produtos e serviços? Não acredito nisto.

E mais, como é que o banco vai formar seus executivos? Seus gerentes?

Vai terceirizar também? Não, não vai.

O banco precisa repor seu quadro de pessoal permanente para poder formar seus gerentes de nível médio, para que eles possam ir aprendendo e se transformem em gerentes gerais, depois superintendentes, depois gerentes executivos, diretores, vice-presidente e presidente... ou de onde virão essas pessoas?

Então, resumindo... haverá terceirização no BB? Acredito que sim. Em algumas atividades que não envolvam carreira, em atividade repetitivas (aí incluídos os caixas), e em atividades que não envolvam risco de quebra de sigilo ou de informações privilegiadas.

Nas demais áreas não, o banco não vai terceirizar.

E como isto afeta quem quer trabalhar no BB?

Afeta porque algumas atividades que serão terceirizadas são hoje executadas por escriturários... e essas vagas vão desaparecer. Não vão contratar escriturários para executar essas atividades.

E, como consequência, serão ofertadas menos vagas do que foram oferecidas nos últimos concursos, e também serão menos concursos.

E isto não é consequência da aprovação da terceirização. O banco já poderia ter terceirizado essas atividades, já que não fazem parte do seu core business... acho que só vai aproveitar o embalo.

Finalizando... os concursos do BB não vão acabar. Vão ficar mais raros e com menos vagas, mas vão continuar existindo. Vão passar menos candidatos, com notas mais altas... então, tem que se preparar mais e melhor que os concorrentes.

No próximo post, vamos conversar um pouco sobre inovação, automação, tecnologia e digitalização bancária... um outro fator que vai tirar mais umas vagas do concurso... na próxima semana.

até lá,

abraço!


Você também pode se interessar por:

Tecnologia Bancária, Automação, Inovação... e os Bancos...

Qual é o futuro da profissão de bancário? Alguns comentários nos canais passenobb, vêm pipocando sobre terceirização e tecnologia bancária. Sobre a terceirização eu postei um artigo há uns dias atrás...

Marco Aurélio Gomes quarta-feira, 26 de abril de 2017

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Marco Aurélio Gomes quinta-feira, 6 de abril de 2017

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Quais Profissionais Tem Mais Oportunidades no Banco do Brasil?

Hoje eu recebi esta pergunta nos comentários do post "Quem é quem na estrutura de cargos do Banco do Brasil"... ela veio do João Pedro Lima. Eu estava começando a responder quando percebi que o conteúdo poderia valer um artigo completo... e aqui estamos

Marco Aurelio Gomes terça-feira, 13 de dezembro de 2016

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Comentários Anteriores


Felipe

Bom dia, tem alguma informação sobre uma 2ª prorrogação do Edital 2014/002 do Concurso do Banco do Brasil?


Marco Gomes

Oi Felipe,
Não, nenhuma informação.
abraço


Lucas Muniz

Marco, boa tarde!
A tecnologia ajuda muito, mas na minha opinião não supre o atendimento olho no olho, principalmente se tratando de pessoa jurídica, e também, porque os serviços bancários são intangíveis e imateriais, portanto é necessário que o atendente passe confiança para o cliente. Resumindo, a tecnologia nesse ponto, não pode ser prejudicial para os bancos?


Marco Gomes

Oi Lucas,
Então… aí tem argumentos prá prender e prá soltar.
Tem aqueles que defendem que o atendimento bancário humano não vai acabar (ou vai demorar muito tempo prá que isto aconteça), e os que apostam que a validade do bancário já venceu.
Eu fico no meio termo (em cima do muro, como dizem)… acho que o atendimento humano vai deixar de ser como é hoje, mas não acho que o bancário vai desaparecer.
Uma coisa, prá mim, é certa: os bancos e os bancários não serão (no futuro) como conhecemos atualmente… serão menos bancos e menos bancários, e com atividades diferentes das que conhecemos hoje… em virtude da evolução tecnológica que vem (e vai continuar) acontecendo.
Eu coloquei 2 artigos lá na fanpage do passenobb que tratam exatamente disto… um diz que as agências bancárias vão desaparecer… e outro que diz que os bancos estão voltando ao atendimento pessoal… tudo em virtude do mundo digital.
Se tiver curiosidade, dá uma olhada nos artigos e vá construindo sua percepção… e aguardando os próximos capítulos da saga bancário x tecnologia (aliás uma briga que já tem pelo menos uns 20 anos) e não trouxe nem a panacéia digital, nem a extinção dos dinossauros.
abraço


Felipe

Mas a questão a meu ver é que os bancários estão muito sistemáticos também, ou seja, hoje eles estão focados basicamente em sistemas e processos( não é culpa deles) e não mais com foco no cliente. Na medida do possível, eles próprios procuram dispensar o atendimento ao vivo e a cores e muitas vezes incentivam ou orientam atendimentos por meio de outros canais…
O fato de se trabalhar com produtos intangíveis facilita totalmente esse atual modelo bancário, cheio de novas tecnologias e alternativas…
Por fim, tecnologia e automação não prejudica bancos, mas pode ocasionar problemas para os bancários(desemprego principalmente e extinção de vários cargos na carreira), além de outros, como diminuir bastante a interface bancário(colaborador direto e não terceirizado) e cliente.
No entanto, creio que esses bancos com estratégias cada vez mais fortes em marketing, acabam tentando suprir essas tais “deficiências” que a tecnologia traz para o setor, como por exemplo a confiança no produto e empresa ou talvez, até mesmo a segurança entre outras variáveis.


Luiz Sergio

Marco, tenho duas perguntas. A primeira é que se com essas terceirizações, imaginando que os caixas serão os únicos, o concurso tende a ficar mais tardio…
e sobre as superintendências…. são somente nas capitais?


Marco Gomes

Oi Luiz,
Não há ainda a indicação que os caixas serão terceirizados… nem se serão os únicos… é tudo suposição.
Mas, certamente, caso o banco adote a terceirização de algumas atividades, os concursos tendem a ficar mais espaçados e com menos vagas.
As superintendências Estaduais são nas capitais dos estados e as Superintendências Regionais, quando for uma só no estado, também na Capital, quando for mais que uma no estado, normalmente nas maiores cidades.
abraço


Felipe

A terceirização também já é um fenômeno muito recorrente em empresas, especialmente estatais. Veja a Petrobras, por exemplo, lá tem muito mais terceirizados do que colaboradores diretos. Inclusive em áreas como produção e refino de petróleo. Porém, o ponto forte da Petrobras é que ela procura abrir cargos em que contemplem profissionais de quase todas as especialidades. Essa, por sua vez, é uma limitação dos bancos públicos.

Mas, outro problema também é provavelmente a redução de gerentes, além de outros cargos… acredito que no momento atual, em virtude da crise brasileira , os bancos diminuem a demanda ou otimizam suas atividades… é como se uma agência que tinha 6 gerentes, passasse a ter 4 . Isso, obviamente visando reduzir custos. E diante de uma situação dessas, o impacto na carreira administrativa tende a ser muito grande, porque um recém chegado à instituição terá uma dificuldade maior em se colocar nessas posições , além de desestimular o mesmo empregado a querer construir uma carreira de longo prazo.

Por último, você acha que a área de telemarketing do BB será terceirizada em breve …


Marco Gomes

Oi Felipe,
É verdade… o cenário é mais ou menos este.
Mas, mesmo assim, com a perspectiva de diminuição de cargos, eles ainda continuarão a existir.
Existe um projeto, já há alguns anos, de administração de agências em Rede… um embrião dos escritórios digitais. Ele prevê um gerente geral administrando uma rede de agências.
É mais ou menos o que eu vejo lá na frente (5 a 10 anos)… menos agências físicas, com o avanço do auto-atendimento, do atendimento digital, da entrada de concorrentes não bancários… os bancos não precisarão de tantas lojas como atualmente.
Então certamente não existirá a demanda por tantos gerentes como hoje (geral e de nível médio)… mas, mesmo assim, eles continuarão existindo e, como eu disse no artigo, com menos vagas, inclusive na ascensão, espremendo ainda mais o gargalo do funil (que hoje também já é estreito).
Eu acredito que os postos de trabalho que não envolvem o atendimento comercial direto e que tem acesso a informações sigilosas ou privilegiadas tem grande chance de serem terceirizados.
A área de telemarketing do banco já tem bastante gente terceirizada… e deve continuar assim.
abraço


Felipe

Exatamente, essa tendência de redução de pessoas em cargos já está e vai continuar ocorrendo. No entanto, eu também acho que a área comercial dos bancos será igualmente muito afetada ou transformada. Isso, porque hoje já existe estrutura tecnológica disponível para esse tipo de mudança… contudo, deve-se criar em breve uma estrutura administrativa para dar suporte a um novo “modus operandi” das atividades comerciais dos bancos.

É como se fosse uma espécie de terceirização e automação ao mesmo tempo…. Muito do trabalho bancário será realizado em parceria com as Fintechs, empresas especializadas em finanças e tecnologia. O problema é que as Fintechs não serão somente parceiras dos bancos, mas algumas principalmente serão concorrentes, cuja vantagem é ofertar serviços de melhor qualidade e desvantagem driblar as barreiras de regulamentação impostas pelo Bacen e Governo.

Somente esse particular, vai obrigar os bancos a mudarem radicalmente suas operações básicas, investindo fortemente em automatização. Eu coloco um link interessante, de uma pessoa falando sobre essa nova onda de fintechs e setor financeiro… vale a pena assistir.


Marco Gomes

Valeu a dica Felipe.
abraço

Comentários

sobre o autor

Olá, eu sou Marco Aurélio Gomes, Jornalista por formação, Bancário por opção e Educador por paixão... Neste espaço você pode esclarecer suas dúvidas e satisfazer sua curiosidade sobre como é trabalhar no Banco do Brasil.

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