Sobre

Quem é esse cara?

E aí… beleza?

Antes de qualquer coisa queria te agradecer por estar aqui no “Passe no BB”… valeu!

E, se você chegou até aqui, é justo que você saiba quem é o cara que escreve, certo?

Meu nome é Marco Aurélio Gomes… costumam me chamar de Marco Aurélio.

Bom, eu sou jornalista por formação, embora nunca tenho atuado em redação. Minha experiência na profissão é na área de Assessoria de Comunicação.

Fui bancário por opção (ou pela falta de…).

E sou educador apaixonado… uma das melhores coisas que fiz na vida foi compartilhar conhecimento com outras pessoas, dando aula.

Fiz também uma pós graduação em Gestão de Negócios em Desenvolvimento Sustentável e um MBA em Práticas de Gestão para Negócios Sustentáveis (com bolsas oferecidas pelo Banco do Brasil).

Meu primeiro emprego foi em banco, na vaga de um amigo meu que não queria mais trabalhar lá… foi meio que sem querer. No mesmo ano entrei na faculdade, fui fazer Desenho Industrial (hoje mais conhecido como Design… mais chique).

Um pouco depois casei e passei no meu primeiro concurso e fui trabalhar no INSS (na verdade era o INAMPS, que mais tarde foi incorporado pelo Ministério da Saúde).

Um certo dia fiquei sabendo (nem lembro como) que as inscrições para o concurso do Banco do Brasil estavam abertas.. Resolvemos, eu e minha esposa, fazer o concurso… fomos até uma agência (nunca tínhamos entrado numa agência do BB até aquele dia) e fizemos nossa inscrição.

Um tempo depois fizemos a prova. Acho que na época caia Português, Matemática, Contabilidade e Psicotécnico.

Imaginem… eu fazia Desenho Industrial e Minha esposa Pedagogia… nunca tínhamos visto nada de contabilidade.

O tempo foi passando e acabamos até esquecendo do concurso. Um outro belo dia de fim de semana, meses depois da prova, estávamos passando em frente da agência que fizemos a inscrição e, olhando através dos vidros, vimos que tinha uma lista num mural. Deve ser a lista dos aprovados, pensamos…

No dia seguinte passei na agência para ver o que era aquele papel colado no mural… e era a lista dos aprovados no concurso.

Naquele tempo os aprovados eram classificados por agência inscritora, e o concurso era para as vagas de todo o estado.

Fui olhar a lista e… lá estava meu nome…passei em 10° lugar. Alegria por mim e tristeza por minha esposa, que não passou.

Entrei na agência para perguntar como é que funcionava a coisa à partir dali.

Aqui é importante um parêntesis: estamos falando do final de 1980, naquele tempo não existia computador (por mais estranho que possa parecer aos mais jovens), então tudo era bem mais burocrático e demorado.

Voltando…

Entrei na agência para saber mais informações do que aconteceria com quem tinha siso aprovado. Naquela época a agência era enorme, cheia de funcionários e andares… certamente mais de 200 pessoas trabalhavam lá.

Pergunta aqui e ali, acabei no mesmo andar que eu tinha feito a inscrição, e fui atendido por um funcionário do banco que me disse que eles haviam extraviado (perdido mesmo) a relação com os endereços dos candidatos, e por isso não conseguiram mandar os telegramas (!!!) convocando os aprovados para fazer a prova de datilografia (é isto mesmo, datilografia), que era a última etapa da seleção, antes dos exames médicos.

Datilografia? Pensei… e quanto precisa prá passar, perguntei? Eu não lembro exatamente qual foi a resposta, mas era algo como 50 toques por minuto. Nada excepcional para quem sabia datilografar… mas eu só sabia “catar milho” na máquina de escrever.

Voltei para o trabalho e até o dia da prova fiquei treinando catar milho mais rápido.

Fiz a prova de datilografia e o resultado saiu na hora… passei.

Daí tinha que escolher a agência onde ia trabalhar. Como o concurso era para o estado inteiro, eles te diziam quais agências tinham vaga e você escolhia. Fui o 5° a escolher naquele dia, e os 4 primeiros ficaram com as vagas nas cidades mais próximas da capital, onde morávamos, e eu escolhi uma cidade que nem sabia direito onde ficava. Escolhi porque o irmão da minha esposa e um primo meu moravam lá… pelo menos tem alguém conhecido lá, pensei.

Fiz os exames médicos, tudo certo, me deram 30 dias para tomar posse na agência.

Pedi uns dias de folga lá no Inamps e fomos, eu e minha esposa, lá para a cidade onde iríamos morar nos próximos anos. A cidade ficava a quase 500 km de onde morávamos.

Ficamos na casa do meu primo. Chegando lá, ele nos disse que estava sendo transferido para outra cidade bem nos dias que iríamos mudar prá lá… um conhecido a menos…

Fomos conhecer a agência e ela tinha 3 andares e mais de 100 funcionários. Fomos atendidos pelo gerente que ficava num gabinete no último andar, com secretária e tudo. Fomos muito bem atendidos e ficamos umas 2 horas conversando com o gerente… perguntamos tudo que veio à cabeça…

No dia 8 de dezembro fui para lá e fiquei na casa do meu cunhado. Naquele dia John Lennon foi assassinado.

No dia 10 de dezembro de 1980 tomei posse no Banco do Brasil.

De lá até o dia 31 de julho de 2000 trabalhei em tudo quanto é lugar… agência, órgãos internos (vários), superintendência e direção geral. Neste dia pedi demissão do Banco e fui trabalhar por minha conta… os motivos não vem ao caso aqui, mas foi assim.

Quase dois anos depois os negócios não iam muito bem, e meu filho mais velho disse que ia fazer o concurso do Banco do Brasil, que estava com inscrições abertas. Pensei e decidi que também iria fazer, pelo menos prá dar uma força prá ele. Minha esposa também resolveu fazer… e fomos os três fazer a prova.

Uns 2 meses depois saiu o resultado: ele e minha esposa não passaram e eu passei em 5° lugar no estado… de novo.

Eu já conhecia algumas pessoas do Banco lá onde estávamos morando, e fui conversar com um ou outro prá ver como a coisa iria desenrolar.

Fui fazer a qualificação e, como eu era ex-funcionário, minha posse foi para Brasília, na Gestão de Pessoas, para ver se eu podia assumir.

Isto levou uns 4 ou 5 meses, e veio a autorização para eu assumir. No dia 15 de abril de 2002 voltei a ser funcionário do BB. Assumi como escriturário novamente.

Ainda no período de experiência fui convidado para trabalhar na superintendência estadual… fiquei lá por 8 anos e dali para a gerência de uma agência da capital. Seria uma carreira bem rápida não fosse os 20 anos de trabalho na primeira posse. De qualquer forma, de escriturário a gerente em 8 anos e pouco.

Durante esta segunda parte do meu trabalho no Banco, minha esposa e dois filhos acabaram passando no concurso, e hoje são funcionários também.

Ainda quando trabalhava na superintendência participei de uma seleção interna para ser Educador da Unibb (é como são chamados os professores da Universidade Corporativa do BB), fui qualificado e passei atuar no treinamento inicial dos novos funcionários, o curso Excelência Profissional, que é o primeiro contato do funcionário que está assumindo no Banco com a realidade da empresa.

Durante vários anos também dei aula em diversos cursos preparatórios para o concurso do Banco do Brasil.

Vários colegas de trabalho foram meus alunos fora do banco, e vários também meus alunos já dentro do banco.

No dia 20 de julho de 2015 sai definitivamente do Banco, agora aposentado.

Eu penso que esta experiência de 35 anos de trabalho no BB pode, e deve ser passada adiante. Daí surgiu o “Passe no BB”, um espaço para compartilhar o conhecimento que acumulei neste tempo.

Eu tenho certeza que muitos candidatos a funcionário tem muitas dúvidas de como as coisas são lá dentro, como as coisas funcionam, e tenho também certeza que posso ajudar, mostrando como é a vida real dentro do Banco do Brasil.

Seja bem vindo ao passenobb.

Grande abraço!