Você quer trabalhar no BB?

O Que Faz um Escriturário no Banco do Brasil?

Marco Aurélio Gomes      domingo, 15 de novembro de 2015

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O Que Faz um Escriturário no Banco do Brasil

 

Agora que você passou no concurso Banco do Brasil, o que é que você vai fazer?

A resposta é... de tudo!

Como assim, “de tudo”?

Bom, você passou no concurso para ser escriturário no Banco do Brasil. Agora que você já é um funcionário (ou empregado, ou colaborador, ou seja lá como queiram chamar... eu prefiro o termo funcionário que, embora exista um movimento para não chamar assim, é o mais tradicional), voltando... agora que você é um escriturário do BB, você vai fazer tudo que o(s) seu(s) chefe(s) mandar(em) você fazer, correto?

É isto mesmo.

Você será pau prá toda obra...

Escriturário é o cargo de entrada no Banco. Não existe concurso para os cargos acima do Escriturário, eles são alcançados através da progressão e ascensão dentro da Carreira Administrativa, que é a carreira que você acabou de entrar. Existem outras carreiras no BB, que você pode conferir neste outro artigo do blog.

Segundo o edital...

a descrição sumária das atividades é a seguinte:

“Comercialização de produtos e serviços do BANCO DO BRASIL S.A., atendimento ao público, atuação no caixa (quando necessário), contatos com clientes, prestação de informações aos clientes e usuários; redação de correspondências em geral; conferência de relatórios e documentos; controles estatísticos; atualização/manutenção de dados em sistemas operacionais informatizados e execução de outras tarefas inerentes ao conteúdo ocupacional do cargo, compatíveis com as peculiaridades do BANCO DO BRASIL S.A.
"

Esta é a descrição sumária (resumida, simples) oficial das atividades do Escriturário.

Em outras palavras, o Escriturário está disponível para realizar qualquer serviço bancário e de escritório.

Mas como a é coisa na vida real?

Na vida real, o escriturário opera os sistemas informatizados do Banco, atende ao público e vende produtos e serviços. Ninguém fala isto, mas esta é a realidade.

O BB quer funcionários que o ajudem a continuar dando lucro (de preferência, aumentando o lucro). E para que ele continue dando e aumentando o seu lucro é preciso que seus clientes continuem consumindo seus produtos e serviços... igualzinho a qualquer banco (e quase todas as empresas).

Depois de passar no concurso e se qualificar (isto é importante... não basta ser aprovado, é preciso se qualificar, o que significa entregar toda a documentação exigida e passar nos exames médicos), você será chamado para tomar posse e participar de um curso de introdução ao Banco do Brasil.

No momento que escrevo este artigo o Curso Excelência Profissional, que é o de introdução, está passando por uma reformulação e deve entrar “em linha” para os próximos aprovados.

Deve mudar o conteúdo e a duração do curso, que hoje é de duas semanas na posse (as duas primeiras semanas de trabalho é em sala de aula), e mais uma semana depois de seis meses da posse. O curso deve ser reduzido a uma semana na posse, e só...

Aqui começa a realidade

Terminado o treinamento, no próximo dia útil você será “jogado” aos leões... ou seja, começa a trabalhar na agência... assim, no susto. Lá você terá um orientador, que será o responsável, juntamente com os demais comissionados (gerentes) da agência, pela sua avaliação durante o período de experiência... é... tem isto ainda: 90 dias de experiência, com duas avaliações para confirmar a sua permanência no BB.

Não existe uma rotina institucional para a condução do período de experiência, nem para quais atividades serão deslocados os funcionários novos. Vai depender muito da agência ou órgão interno que você for trabalhar.

Normalmente sua posse será em uma Unidade de Negócios (agência). Excepcionalmente o Banco localiza funcionários novos em Centrais de Atendimento ou Órgãos Regionais, mas não é muito comum. Então aqui só falaremos de posse em agências.

Você chegou na agência para trabalhar (é bom ir antes da posse lá na agência para conhecer o pessoal e conversar com o gerente. Normalmente isto acontece, principalmente se você for trabalhar numa agência próxima à sua casa. Mas nem sempre é assim... é muito comum o novo funcionário ir trabalhar numa cidade que não é sua, daí é bom ir até a agência antes de tomar posse).

Bom, você chegou na agência para trabalhar. O horário de entrada é normalmente uns minutos antes da agência abrir para o público. Nas capitais e cidades maiores o horário bancário é mais ou menos entre 10 da manhã e 4 da tarde, variando um pouco de cidade para cidade. Mas no interior tem de tudo, tem agência que abre às 8 da manhã... então você vai saber o seu horário de trabalho na sua agência. Normalmente o escriturário trabalha durante o tempo que a agência está aberta, com uns minutos antes da abertura e uns minutos depois de fechar.

Você chegou para trabalhar e mal se localizou a agência abre e começa a entrar gente...

 

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E agora?

Não se preocupe. Vai ter gente prá te ajudar... e aproveite esta ajuda. Não de uma de esperto e saia atendendo o pessoal. Por mais esperto e inteligente que você seja, peça socorro!!! Não invente.

Os colegas estão ali prá te ajudar e te proteger... afinal eles já passaram por isto e sabem como é. Claro que você vai encontrar colegas e colegas, mas a maioria é gente boa e vai te ajudar. Provavelmente você vai encontrar um colega que vai acabar sendo o seu “mentor”, e vai cuidar de você.

Pode ser que você já seja colocado em uma mesa, ao lado de um colega e comece a atender desde o primeiro dia... pode ser que você vá para a Sala de Auto Atendimento (SAA), onde ficam os terminais (as máquinas de auto atendimento), para orientar e tirar as dúvidas dos clientes na operação dos terminais, ou fique distribuindo as senhas de atendimento. Ou ainda você pode ir para o “Suporte” nos primeiros dias (Suporte é a área restrita das agências, que normalmente fica nos fundos e é reservada para serviços internos), mas isto não é comum... como disse antes, vai depender da agência em que você for trabalhar.

Além de atender os clientes que sentarem na sua frente, você muito provavelmente vai entrar em contato com clientes também por telefone, seja para resolver alguma pendência ou oferecer algum produto ou serviço.

E o que estas pessoas vem fazer no banco?

Via de regra os clientes querem resolver algum problema na sua relação com o Banco (conta corrente, cartão de crédito, seguro, etc), ou procuram alguma informação ou esclarecimento sobre determinado assunto. E é por isto que eu disse prá você não dar uma de esperto. Uma informação errada e está feita a encrenca... encrenca que pode acabar inclusive com prejuízo financeiro ao cliente ou ao Banco (ou pior, a você). E isto é tudo que você não precisa nestes primeiros dias de agência... na dúvida pergunte... não tenha medo ou vergonha, pergunte.

E você vai ver que nem todos os seus colegas vão saber responder a todas as suas perguntes (nem o gerente... às vezes, muito menos ele).

Porque isto? Porque a gama de produtos e serviços dos bancos é enorme. E é quase impossível saber tudo sobre tudo... você vai ver que muitas vezes uma pergunta só poderá ser respondida ao cliente depois de várias pesquisas nos normativos e, às vezes, consulta às instâncias superiores da agência... você vai ver que é muita coisa prá aprender. Aproveite e aprenda... tudo que você aprender vai ser útil à sua carreira e vai te ajudar a crescer no Banco.

Quase tudo o mais que você terá para fazer é decorrente do atendimento ao cliente. Serão suas demandas (pendências) que irão provocar as suas atividades internas (depois que os clientes forem embora e/ou antes da agência abrir no dia seguinte).

Mas basicamente é isto que você vai fazer por um bom tempo: atender os clientes, operar os sistemas corporativos (Plataforma de Atendimento, Sisbb, Intranet, etc) e aproveitar esses atendimentos para ofertar e vender produtos e serviços... é isto!

O Caixa

Eventualmente você poderá ser indagado se quer trabalhar no Caixa (normalmente não é assim que funciona, dependendo da agência). O seu chefe (ou o gerente) vai te informar que você “precisa” ir pro Caixa... ponto.

Você faz um curso relâmpago de grafoscopia e detalhes do serviço de Caixa e uns dias depois está encostado num caixa mais experiente prá te “passar” o serviço... e lá estará você no Caixa, lidando com dinheiro dos outros o dia inteiro... e no fim do dia tem que “fechar” o Caixa, não pode faltar nem sobrar dinheiro.

Tem ainda uma infinidade de outros serviços que com o tempo você irá realizar, dependendo sempre da agência que você estiver trabalhando. Quanto menor a agência mais atividades você executará e aprenderá; quanto maior a agência, mais setores especializados ela terá, e menor o seu raio de atuação (pessoa física, pessoa jurídica, agronegócios, clientes alta renda, etc).

Bom, este artigo não foi feito com a intenção de assustar ninguém, pelo contrário, a ideia de escrevê-lo foi para jogar um pouco de luz sobre a realidade que será enfrentada por você que quer entrar ou já passou no concurso.

O Banco do Brasil é uma empresa enorme, sólida, séria e com tradição de mais de dois séculos, uma excelente opção de trabalho e carreira, e a porta de entrada é o concurso para escriturário, onde tudo começa e, dependendo da sua atitude e vontade, pode terminar num cargo de gerencia ou como executivo do Banco, como tantos outros escriturários que tomaram posse no Banco nas mesmas condições que você.

Se você acha que este texto pode ser útil para outras pessoas que também estão pensando em fazer concurso Banco do Brasil, compartilhe ou indique este blog.

Se você tem alguma dúvida ou curiosidade, coloque nos comentários. Eu terei o maior prazer em responder.

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Abraço!


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Comentários Anteriores


Alef Lima

21/08/2016

Olá Marcos,

Gostaria de saber se existe a possibilidade de trabalhar em uma agência no exterior, Japão ou EUA, e como ocorre esta transferência?

Marco Gomes

22/08/2016

Oi Alef,
Valeu a visita e o comentário.
Para trabalhar no exterior, só como administrador (gerente)… os demais cargos no exterior são ocupados por locais… não existe transferência para o exterior.
Aí tem que entrar e fazer a carreira aqui e encarar (depois de um bom tempo) uma seleção para administradores no exterior.
Leva um tempo.
abraço

Mi

24/05/2016

Olá Marco,

Venho a algum tempo procurando referencias sobre o BB e resolvi contata-lo pois me parece que você é bastante transparente e comprometido.

Então vamos lá, eu já trabalhei por quase dois anos em um grande banco privado, e sai de lá por não aguentar os horrores da rotina de uma agência, muita pressão, muita cobrança, o pior clima organizacional do planeta… enfim sai de lá prometendo nunca mais por os meus pés naquele banco e desejando que ele “explodisse”…

Mas apesar de odiar o lugar onde eu trabalhava ele me provia uma remuneração melhor do que o mercado fora do ramo bancário oferece, então comecei a cogitar voltar a vida de bancária, (jamais em um banco privado), e eis que surgiram várias duvidas como por exemplo:

*Uma vez que o regime de contratação é celetista, o banco pode demitir por interesse dele, como qualquer empresa privada?

*A pressão por metas é comparável aos bancos privados?

*A defasagem no quadro de funcionários existe, tornando as pressões e o acumulo de tarefas muito grandes?

*Existe comissão, prêmios, percentual sobre os produtos e serviços vendidos?

*Existe funcionários que trabalham 8 horas/dia, como nos bancos privados?

*Tenho graduação superior em Administração de Empresas, isso me concede algum beneficio na remuneração e no meu crescimento?

*Não gostaria de trabalhar nas áreas comerciais do banco, existe a real possibilidade, de eu chegar na agência e dizer ao gerente que não quero trabalhar na linha de frente com clientes, que eu gostaria de trabalhar no administrativo da agencia, na tesouraria, ou mesmo nos departamentos internos? Isso realmente pode acontecer ou é muito pontual?

*O banco pode me mudar de agência, cidade, estado por decisão própria? e se não for do meu interesse, o que acontece?

Desculpe tantas perguntas… e ainda existem muito mais, mas se puderes me auxiliar com estas, já é de grande valia.

Muito Obrigada.

Marco Gomes

24/05/2016

Oi Mi,
Legal você ter passado por aqui… obrigado por deixar seu comentário.
Só estas perguntas???
Vou ter que numerar se não nos perdemos… vamos lá:
1. O regime é CLT e o BB demite sim… às vezes por interesse do serviço, às vezes por uma infinidade de outros motivos. Mas não é como nos bancos privados. Tem alguns critérios mais bem definidos para a demissão… avaliação de desempenho, processo disciplinar e tal. O que não quero é deixar a impressão que, depois que passou no concurso, está tranquilo… emprego pro resto da vida… não é assim, ok. Pode ser e será demitido se não atender às expectativas do banco.
2. Eu não conheço bem como funciona a coisa das metas nos bancos particulares… imagino como seja, e posso te dizer que não é muito diferente não. A pressão por resultado no BB também é enorme… eu diria que é bem parecida com a dos bancos particulares.
3. A defasagem existe e é permanente… o banco nunca terá o quadro ajustado, de acordo com a necessidade dos serviços. Acho que em todas as empresas é assim. Você vai ter sim pressão e acúmulo de serviços, mas é administrável.
4. O banco não tem remuneração variável… por venda de produtos e serviços. É o salário (vencimento padrão), mais vale alimentação/refeição, comissão (para cargos comissionados), PLR e um incentivo pelo cumprimento das metas (só para gerentes)… não tem comissão por vendas, ou prêmios.
5. Os funcionários do BB são bancários, como todos os bancários… tem quem trabalha 6 horas e tem quem trabalha 8 horas, depende do cargo. As funções de confiança são com jornada de 8 horas… como é que um gerente vai trabalhar 6 horas?
6. A sua formação acadêmica vai servir para a sua ascensão profissional, ela pontua no sistema de talentos e oportunidades, um aplicativo para ranquear os candidatos a cargos comissionados. Não te trará nenhum benefício ou remuneração só por conta da formação… eu diria que atualmente o curso superior é o pré-requisito para trabalhar no BB, eu não tenho números corretos, mas arriscaria chutar que mais de 90% dos funcionários tem graduação e, pelo menos uns 40% tem pós-graduação… e uma grande parte, graduação em administração. Então não é um diferencial.
7. O banco, em agências, só tem área comercial… não existe nada que não seja trabalhar na linha de frente, com os clientes. Existem outros órgãos que fazem o suporte, inclusivo administrativo,tesouraria, etc.. mas é mais difícil entrar num órgão desses já na posse… a ordem é tomar posse em agência e depois de cumprido um determinado tempo, poder ser transferido ou concorrer a outros locais de trabalho. Então a chance de você tomar posse fora de agência é mais remota, e não tem nenhuma chance de você trabalhar fora do atendimento ao público (e vender) em agência.
8. A promoção (sim, as promoções normalmente são para outras agências) é um acordo entre as suas pretenções e as necessidades do Banco, então você concorda com a mudança quando coloca sua concorrência. A transferência também é solicitada ao Banco, que também vai te transferir se você pedir e tiver vaga onde você quer ir. As pessoas se movimentam de acordo com a sua vontade e as necessidades do banco. A não ser os administradores, que são transferidos de tempos em tempos, querendo ou não.
Olha Mi, o Banco do Brasil é muito parecidos com os outros bancos, muda um coisa aqui outra ali, mas na essência são bastante semelhantes, então não se iluda, trabalhar em banco é ser bancário, aqui ou em qualquer outro lugar.
Beleza?
Fique à vontade, sempre que quiser ou sentir necessidade, ok.
abraço

luciane vieira

25/04/2016

legal o blog,presto concurso para bancos há 2 anos gostaria de saber sobre metas ?se são só em relação a vendas de produtos e se é cobrada individualmente.se caso funcionário não consiga atingir às metas propostas pode ser demitido?abraço.

Marco Gomes

25/04/2016

Oi Luciane,
Valeu por ter passado por aqui e pelo comentário também.
Metas… as metas sempre serão da agência.
Se é cobrada individualmente depende muito da administração da agência… mas, normalmente é… os gerentes costumam dar uma dividida nas metas e distribuir entre os funcionários, cada um dentro da sua área. Tem muitas campanhas diárias, semanais e mensais, focadas em determinados produtos, daí toda a força de vendas é canalizada para estas campanhas, ok.
Então é bem provável que tenha metas individuais sim.
Vou ser bem direto na resposta à sua segunda pergunta: pode ser demitido? Sim, pode.
Agora explicando… digamos que não é muito comum acontecer, mas acontece.
Você terá várias oportunidades para estudar, participar de treinamentos… de ir se aperfeiçoando durante a carreira. E isto vai ajudar a você melhorar a performance em vendas.
Também pode acontecer de você optar por fazer a carreira em órgãos internos, sem contato com o público… sem venda direta. Vai continuar tendo metas, mas não serão de venda de produtos ou serviços.
Então prá chegar ao ponto de dispensar um funcionário por desempenho (no caso, falta de desempenho), precisa o cara não gostar do que faz mesmo, e não ter interesse em aprender.
Eu acredito que o aspecto principal aí é atravessar o período de experiência, onde os seus superiores vão verificar e avaliar se você te potencial prá coisa (trabalhar no Banco).
Se eles avaliarem que você tem potencial e que se mostra disposto a aprender e ajudar a agência a cumprir seus objetivos, vai dar certo.
Beleza?
abraço

erica

15/04/2016

Olá Marcos, boa noite

Eu sempre tive uma dúvida e não consegui resposta ainda, acredito que vc poderá me ajudar.
Os empregados do Banco do Brasil são regidos pelo regime CLT, ou seja, são suscetíveis a demissão.
A minha dúvida é exatamente essa: em quais circunstâncias um empregado que foi admitido através de aprovação em concurso público, pode ser desligado do BB?
Alguns já me disseram que é quando vc não recebe nota ruim nas avaliações de desempenho, outros já disseram que é somente se vc fizer alguma muito errada, que acarrete em prejuízo para o banco.
desde já agradeço a atenção que vc dispensa aos leitores do blog e parabéns pelo site que tem conteúdos bem interessantes e explicativos.

Erica

Marco Gomes

15/04/2016

Oi Erica,
Obrigado por passar por aqui e também pelo seu comentário.
Exatamente… os funcionários do BB são CLT… não são servidores públicos, como algumas pessoas pensam.
Então são sujeitos às leis da CLT, inclusive demissão.
Todos os funcionários do banco são admitidos via concurso público… não há outra porta de entrada… nem apadrinhamento político, como tenho visto em alguns comentários por aí.
O BB é uma empresa séria, com grande credibilidade.
E a quebra desta credibilidade é um dos motivos para demissão… vou explicar melhor.
Primeiro, o caso das avaliações, que você mencionou. A avaliação, que faz parte da GDP (Gestão do Desempenho Profissional), não tem esse caráter… ela tem um caráter mais formativo do que punitivo.
Mas (sempre tem um mas) ela subsidia também os casos de análise de demissão.
Veja, se você tem a sua avaliação legal, seu desempenho está dentro daquilo que o Banco espera, não tem que se preocupar com isto, certo? Você faz o seu trabalho direitinho e o Banco te remunera por isto.
Agora, você não está muito a fim de contribuir com seu trabalho… tem uma avaliação que retrata isto… é uma oportunidade para se aperfeiçoar e melhorar seu desempenho. Vem a segunda avaliação, também ruim… a terceira… e aí o que o Banco deve fazer… te deu 3 chances de se reposicionar. O que você faria?
Existem outros casos passíveis de demissão, além de desempenho insatisfatório…
Tudo que envolver prejuízo ao banco (financeiro, de imagem, etc), fraude, má fé, dolo, furto… considerados falta grave.
E, dependendo do cargo, não precisa nem da ação em si (a tal falta grave), a simples omissão também pode dar rua (tipo assinou um documento, deferiu uma operação, confirmou algum comando no sistema, que envolva uma dessas faltas graves cometida por outro funcionário).
Erica, são muitos casos passíveis de demissão, não daria prá relacionar tudo aqui.
Mas pense assim… tudo que envolver uma conduta que não é condizente com o serviço bancário (tradição, solidez, credibilidade, honestidade, e tal) praticado por funcionário, pode acabar mal.
Valeu?
abraço

Geovane A A Santos

01/04/2016

marco, parabéns pelo blog. só passei para dizer que acontece realmente tudo o que você diz. Mas penso que o grau de instrução dos novos funcionários está começando a ficar elevado ( não estou falando de mim rsrsrsrs), devido a dificuldade de colocação no mercado de trabalho e acabam migrando para um serviço mais estável como o nosso. e que não que eles entrem sabendo de tudo, mas pegam as informações muito rápido.só sei que estou adorando trabalhar na empresa.
e sobre as metas, e o que digo para os clientes quando não querem pagar algum serviço do banco, não tem como uma empresa ficar no mercado sem obter lucro e que ao contrário do que eles pensam, não vivemos com base no repasse de impostos.

Marco Gomes

02/04/2016

Oi Geovane,
Valeu o comentário…
É isto mesmo. Não só por conta da retração do mercado de trabalho… é que o acesso à instrução nos dias atuais é mais fácil do que há 30, 40 anos atrás. Prá você ter uma ideia, no tempo que eu fiz meu primeiro vestibular, existiam 3 ou 4 faculdades aqui na minha cidade (capital), hoje tem mais de 30, fora as à distância.
Tudo se modifica com o tempo, normalmente prá melhor.
Legal que você está gostando, eu também gostava.
E metas sempre vão existir, no trabalho, na vida, enfim…
Boa sorte!
abraço

Danilo

26/03/2016

Eu quero trabalha de escrituario. Que curso vc indica pra mim faz?
Informática, administração Qual o melhor curso pra não ficar perdido na área?

Marco Gomes

27/03/2016

Oi Danilo,
Valeu por passar aqui no blog, e pelo comentário.
Olha Danilo, não acho uma boa ideia você fazer um curso superior só prá “não ficar perdido no banco”… faça um curso que tenha a ver com você e, se der, que tenha a ver com o banco, se você quer trabalhar lá… tente conciliar.
A graduação é muito pessoal, depois você pensa numa pós que tenha afinidade com a área que você quiser seguir no banco.
Prá ser escriturário não precisa de graduação… é tranquilo, você vai precisar de formação prá crescer no banco.
Beleza?
abraço

marcio cardoso

20/03/2016

OI AMIGO ME AJUDOU MUITO, TENHO UMA PERGUNTA, É VERDADE QUE A GERENCIA FICA GRITANDO E TE COBRANDO METAS SOBRE METAS? QUE TE TRATAM COMO INFELIZ?

Marco Gomes

21/03/2016

Oi marcio cardoso,
Valeu por passar por aqui e pelo comentário.
Desculpe, mas não teve como não abrir um sorriso quando li a sua pergunta… é engraçada!
Olha Marcio, existe sim…
O Banco também é um estrato da sociedade e, desta forma, tem gente de tudo que é tipo. Tem gente muito boa, e outros, nem tanto.
Também tem alguns malucos…
Então a resposta é: depende…
Depende de que? Do gerente.
Tem gerente que fica gritando e te cobrando meta em cima de meta… tem gerente que trata os outros como infeliz.
E tem gerente que não.
Uma coisa que os candidatos tem que entender é que o Banco é uma empresa comercial que, como qualquer outra empresa comercial, visa o lucro.
E porque o gerente fica cobrando meta? Primeiro porque ele também é cobrado o tempo todo, e segundo porque é o cargo dele que está em jogo, ou você acha que o Banco vai manter um gerente que não dá resultado?
A forma de cobrar é que é diferente… tem uns que absorvem o compromisso de cumprir as metas e engaja a equipe em torno do objetivo, e tem outros que tem um jeitão próprio…
Trabalhar no Banco não é diferente de trabalhar em outra empresa que persegue resultados, diferente são as pessoas (em qualquer empresa).
E agora?
Só nos resta torcer e não pegar um desses malucos pela frente…
abraço

lidiane

13/02/2016

ola,gostaria de saber se o curso de grafoscopia é obrigatorio para trabalhar no caixa?só o de atendimento no guiche não serve?é que fui reprovada no grafo…..

Marco Gomes

13/02/2016

Oi Lidiane,
Valeu por passar por aqui…
É obrigatório sim.
Você pode fazer o Grafo de novo. Não lembro se tem prazo para poder fazer a prova de novo, mas mesmo que tenha, é só fazer e caprichar.
Lembre que você terá que conferir assinaturas trabalhando no caixa e para isto é o Grafo que acaba ajudando.
Veja na IN que as orientações estão lá.
abraço

jalemon

29/12/2015

Olá Marcos, muito interessante o que vc posta aqui, em relação a posse, ter uma firma falida ou o nome sujo é um motivo de não tomar posse no BB?

Marco Gomes

29/12/2015

Olá Jalemon,
Que bom que gostou do blog, seja bem vindo.
Olha, você vai trabalhar num banco, e ter restrição cadastral não é muito amigável nas relações com bancos…
E pode, sim, barrar sua posse.
Se não me engano (é preciso dar uma olhada melhor), na qualificação, que acontece quanto você é convocado, o Banco vai olhar sua condição junto ao cadastro do próprio BB, e condiciona a posse à situação de normalidade cadastral.
Pelo que você relata, o “nome sujo” pode complicar a sua qualificação e, consequentemente a posse.
abraço

Thyago

26/12/2015

Cara, dá um medo danado de chegar no primeiro dia e não saber o que fazer, cheio de dúvidas e o cliente lá esperando….e a gente tendo que disfarçar pra tirar dúvida com outro colega.
O que finalmente aprendemos no curso introdutório? Algo relacionado aos produtos e serviços que vamos vender? Ou ainda aos sistemas que vamos operar? 2 semanas é muito pouco. Seremos jogados aos leões mesmo! kkkkkkk

Marco Gomes

26/12/2015

Então Thyago,
Normalmente o funcionário novo não é atirado aos leões assim de cara… acontece, mas não é o normal.
Você vai assumindo as coisas aos poucos, e quase sempre vai ter alguém do seu lado (literalmente) te mostrando como deve proceder, e avisando aos clientes que você esta em treinamento.
Claro, cada agência/gerente tem seu jeito de conduzir o treinamento, mas eles também já passaram por isto e sabem como funciona.
O curso jé deixou ou está deixando de ser de duas semanas. O Banco discorda de você e acha que duas semanas é muito tempo pré ficar em treinamento… quer te botar prá produzir o mais rápido possível.
Como eu digo no artigo, o curso deve estar já com uma semana de duração, e nele você vai ter uma visão bem geral do Banco.
Um pouco sobre os sistemas que vai utilizar e quase nada dos produtos e serviços (isto só com o tempo mesmo prá aprender).
Quanto a dar medo, é normal… e será assim em qualquer lugar.
abraço

Thyago

27/12/2015

Isso dá um certo alívio, mas ainda assim sabemos que vamos ter mais uma batalha a vencer!
No entanto existe alguma forma, sendo através de cursos ou leituras que possam preparar a gente melhor para essa etapa? Já queria chegar com um algo a mais, pra ficar mais à vontade logo nos primeiros dias de trabalho.

Marco Gomes

28/12/2015

Olha Thyago, não acredito que exista uma forma de se preparar antecipadamente para trabalhar no Banco…
Na minha opinião, a melhor forma de passar pelo período de experiência é sendo autentico.
Como eu falo no post, os avaliadores vão observar o seu comportamento, não o seu conhecimento.
E comportamento não dá prá aprender, ele é demonstrado, mesmo sem a gente perceber.
Então, se você se vestir de um personagem para impressionar os avaliadores, mais dia menos dia a máscara acaba caindo, mesmo depois do período de experiência e aí pode ser que o Banco não queira mais você…
A melhor atitude é demonstrar interesse em trabalhar no Banco, se esforçar para aprender o serviço e se dar bem nos relacionamentos.
O Banco não está buscando super heróis, está tentando contratar pessoas que ajudem ele a continuar crescendo e sendo uma empresa útil à sociedade.
Se você não se encaixa neste perfil, é melhor buscar outras oportunidades, mas se você é uma pessoa que tem este potencial, o Banco vai reconhecer e você pode ser muito útil à empresa, e ela saberá recompensar.
Não esquente tanto a cabeça com o que vai acontecer depois de entrar no Banco… trabalhar no BB não é obrigatório, nem é o único bom emprego que você pode conseguir.
abraço

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sobre o autor

Olá, eu sou Marco Aurélio Gomes, Jornalista por formação, Bancário por opção e Educador por paixão... Neste espaço você pode esclarecer suas dúvidas e satisfazer sua curiosidade sobre como é trabalhar no Banco do Brasil.

Seja bem vindo!



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