Você quer trabalhar no BB?

Como Fazer Carreira no Banco do Brasil?

Marco Aurélio Gomes      quinta-feira, 3 de setembro de 2015

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Como Fazer Carreira no Banco do Brasil

 

Aqui você vai saber onde pode chegar fazendo o concurso Banco do Brasil.

Você vai conhecer e entender qual é a fórmula para crescer rapidamente dentro do BB e virar Gerente Geral em menos de 10 anos. Existem muitos casos assim no Banco.

Primeiro... você precisa ser competente. Claro!

Não se consegue enganar todo mundo o tempo todo. E ninguém vai comprar seu passe se você não for competente.

Pense... você já é um Gerente Geral de uma agência do Banco. Legal, né?

Aí um de seus Gerentes de Relacionamento (gerencia média) é promovido ou é transferido para outra agência. Daí você precisa de um outro gerente prá te ajudar a bater as metas do semestre.

Pensou?

Onde é que você vai achar esse camarada?

Bom, prá você chegar a ser gerente já tem que ter algum tempo de banco, e aí você já conhece algumas dezenas de pessoas, principalmente outros gerentes (eles se encontram muitas vezes).

Beleza, ou você conhece outro funcionário que pode trazer prá ser gerente na agência... ou você vai buscar a indicação de alguém, de um colega da agência ou de outro gerente.

Certo? Se você conhece alguém, o que você vai avaliar prá convidar o(a) cara? Vai avaliar se ele pode te ajudar a cumprir o acordo de trabalho da agência, ok? Porque atingir as metas é condição para que você continue crescendo na carreira e, em alguns casos, até prá você continuar sendo gerente.

Você vai convidar um funcionário que não seja competente para trabalhar com você?

E se for pedir a indicação? Você vai falar pro outro gerente: E aí fulano, você conhece alguém prá ser meu gerente? Pode ser alguém meia boca mesmo...

Ou vai perguntar: Ô fulano, você tem um cara bom prá ser meu gerente?

O que você acha?

Então, se vale prá você "gerente", vale para os outros gerentes também... competência é o primeiro passo.

Mas o que é ser competente?

Bem, a teoria nos ensina que competência é soma de Conhecimento, Habilidades e Atitudes, também conhecida como CHA.

Conhecimento você adquire. Lembre que o banco não exige experiência anterior prá entrar. Mas depois que você está lá dentro ele vai te encher de cursos, e vai te cobrar conhecimento... e isto é o mais fácil, acredite. Se apropriar do conhecimento específico que o serviço bancário exige é o mais fácil, você tira de letra... demora um pouco porque é muita coisa, mas você aprende.

Habilidade... aqui a coisa é um pouco mais complicada. Se você não tem habilidade para tratar com pessoas (colegas, clientes, fornecedores, terceirizados, enfim... pessoas), ou não sabe vender (o que o banco quer de você é isto: que você ajude a fazer ele dar lucro, e prá isto você tem que vender produtos e serviços), vai ter que aprender. E vai ter bastante gente e cursos prá te ensinar, precisa uma dose de vontade, mas dá prá encarar.

Atitude... ah a atitude. Esta quem sabe seja a “perna” mais curta do tripé da competência. A atitude vem com você. É mais difícil de aprender. É a sua prontidão, sua vontade de fazer, de encarar os problemas, de ajudar as pessoas a conquistar o objetivo comum... enfim, é a sua forma de encarar as coisas.

O Banco vive procurando Líderes, e o líder precisa ter uma porção de qualidades, dentre elas a competência.

 

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Segundo... você precisa ter mobilidade

Mobilidade, neste caso, quer dizer:

“Você topa ser gerente lá em Cafundó do Judas?"

É isto que o seu Regional ou Superintendente vai perguntar. (não se preocupe em entender esses nomes de cargos agora, mais prá frente vamos ver isto).

Raramente no início da sua carreira como Administrador (é assim que o Banco chama seus Gerentes Gerais), o cara que nomeia os gerentes vai te convidar assim: “Escute Beltrano, você quer ser gerente aqui na Capital, nesta agência bem pertinho da sua casa?”... esqueça, é quase impossível esta cena acontecer.

Então, prá crescer (não só mais rapidamente), você precisa estar disposto a correr o mundo (com exagero, mas é mais ou menos isto). Você precisa estar disposto a se mexer (com a família, se tiver uma).

Terceiro... e não necessariamente nesta ordem...

Você precisa ser um bom vendedor. Já disse isto antes, mas resolvi abrir um tópico específico, mas esta qualidade permeia todos os outros tópicos. O Banco quer que você venda, e ponto. Eu diria até que esta competência se sobrepões a quase todas as outras. Vender é fundamental, para o Banco e para você.

Quarto: Seja honesto e ético

Você trabalha em um Banco. Um banco trabalha com dinheiro... como é que o banco vai permitir que um funcionário desonesto fique com a chave do cofre da agência? Sem chance... mas fique claro, estamos falando de honestidade para grandes e pequenas “fraudes”... para o banco não interessa: faltou um real ou um milhão é a mesma coisa. É fraude... e se o banco descobrir vai te mandar embora. Pode ser que ele demore para descobrir, mas vai te pegar... mais dia, menos dia ele vai te botar na rua e, bem provável, na cadeia.

Nos últimos tempos o Banco vem cobrando muito fortemente o comportamento ético dos funcionários. Então entenda desde já: ética também é fundamental para que você consiga crescer profissionalmente no BB.

Quinto: seja um animador de torcida

Sim, animador de torcida. Você é que será responsabilizado pelo resultado da sua agência, seja ele bom ou ruim. E você, gerente, não faz nada sozinho. São os funcionários da sua agência que, junto com você, constroem este resultado, então você vai ter que aprender como fazer isto, como motivar os seus colegas e fazer com que eles te ajudem a ser promovido.

Acho que este já é um bom caminho prá entender o que o Banco quer de seus funcionários, principalmente de seus gerentes, que são, em última análise, os responsáveis pelo resultado do banco

Num outro post falamos sobre os cargos na estrutura do BB. Um texto que vai te ajudar a entender melhor este aqui.

Se você acha que este texto pode ser útil para outras pessoas que também estão pensando em fazer concurso Banco do Brasil, compartilhe ou indique este blog.

Se você tem alguma dúvida ou curiosidade, coloque nos comentários. Eu terei o maior prazer em responder.

Se você não gostou comente também, para que eu possa ir melhorando o conteúdo para que ele seja útil para todos.

Abraço!


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marcogomes sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

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Como Fazer Carreira no Banco do Brasil?

Aqui você vai saber onde pode chegar fazendo o concurso Banco do Brasil. Você vai conhecer e entender qual é a fórmula para crescer rapidamente dentro do BB e virar Gerente Geral em menos de 10 anos. Existem muitos casos assim no Banco.

Marco Aurélio Gomes quinta-feira, 3 de setembro de 2015

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Comentários Anteriores


Gabriel Sartre

17/07/2017

Em primeiro lugar, parabéns pela sua iniciativa. Se tivesse tanta informação assim, teria optado pelo BB mais cedo. Sou aprovado entre os primeiros da minha micro e devo ser um dos poucos convocados até o final do ano, quando o concurso expirará (o banco falou que só convocaria as vagas imediatas). Quando participei da seleção tinha meus 25 anos e atualmente tenho 27, quando finalmente serei convocado. É uma idade muito tardia para ingressar na carreira? Quanto tempo eu levaria para chegar a uma gerência? Tenho familiares gerentes de bancos privados e não sei se posso tomar como parâmetro. Tenho grande ambição em relação ao futuro e disposição para lutar por isso, inclusive tenho mobilidade, pois sou solteiro. Mas pra isso queria saber se na cultura do banco desvalorizam quem ingressa em uma idade como a minha. Obrigado pelo espaço para discussão.

Marco Gomes

17/07/2017

Oi Gabriel,
Valeu a visita e o comentário.
Vamos ver se consigo tudo… não, não é uma idade tardia prá entrar no banco (esta é a mais fácil de).
Quanto tempo você levará para chegar a uma gerência? Estou entendendo uma gerência geral, certo? Não uma gerência de nível médio, que pode ser bem mais rápida…
Olha, não tem um tempo certo prá virar gerente… deixa eu separar esta resposta… você pode chegar a gerente geral muito rápido (tipo uns 3 ou 4 anos), ou pode demorar a vida inteira e não chegar.
Prá chegar rápido, você precisa ser muito bom (muito bom mesmo) em vendas… entregar tudo que for te dado prá vender, cumprir as metas com destaque. Isto vai fazer você ficar na vitrine e ser visto.
Ai, dependendo da sua rede de relacionamento (chefe imediato, gerente geral, superintendente regional, etc)… eles podem resolver apostar em você, e te levar junto com eles, já que você ajuda eles a cumprir as metas deles, cumprindo as suas.
Claro, isto considerando que as oportunidades continuem existindo mais ou menos como são hoje.
E, claro, considerando que todas as outras variáveis que interferem no processo sejam favoráveis (lugar certo, hora certa, padrinhos, conhecimento, competência, mobilidade, etc).
Às vezes elas não são favoráveis… e ai pode levar um tempão até que todas essas variáveis se encontrem com você.
Eu tive colegas que viraram gerentes em 3 anos (lá no fim do mundo), e outros que, apesar de competentes, não conseguiram (ou desistiram no meio do caminho), por não contarem com as variáveis a seu favor.
Agora, tudo tem seu tempo (na minha opinião), para ser gerente geral também… eu acho que se for muito prematuro (e 3, 4 ou 5 anos é prematuro), pode ser que você não esteja preparado para encarar todos os desafios de um “dono do boteco”… já que não é só vendas que vão te fazer um bom gerente (apesar de muitos superiores não concordarem comigo).
Pode ser que você vire gerente antes de estar preparado, e acabe perdendo o cargo pelo caminho (o que é muito pior).
Como gerente, além de entregar (sempre) as metas da sua unidade, você vai ter que lidar com superiores e com subordinados, com clientes, e com uma série de burocracias (nem sempre agradáveis), e mesmo com diversos entraves internos… então tem que estar preparado nas competências necessárias a um cargo de gestão (conhecimentos, habilidades e atitudes), prá não quebrar a cara lá na frente.
E para adquirir e aprimorar as competências, tem que passar por alguns cargos antes de virar gerente geral… o processo natural de ascensão profissional… prá ir conhecendo e saber como funcionam as coisas lá dentro.
Eu falo para os meus filhos (tenho 2 que são funcionários do BB), que 10 anos é um bom tempo, e suficiente para conhecer o banco com mais profundidade e, acho, é um bom prazo prá virar gerente.
Nos próximos anos eles chegam nesse tempo, daí vamos ver se as variáveis serão favoráveis.
Não se preocupe com nenhum tipo de preconceito com relação a sua idade.
Beleza? deu prá ter uma ideia?
abraço, e boa sorte!

Gabriel Sartre

18/07/2017

Valeu, Marco!

Washington Nascimento

28/06/2017

Ola!
Então, tenho muito interesse de atuar no Banco do Brasil, sou de menor é tenho 16 anos, pretendo seguir carreira bancaria porém, não sei qual é a melhor forma para conseguir entrar no Banco do Brasil, dizem que as vagas são muito concorridas mas minha duvida seria. Qual é o melhor meio de entrar no BB ? E quais são os outros meios? Tenho alguma facilidade de entrar por ser de menor?
Obrigado !

Marco Gomes

28/06/2017

Oi Washington,
Valeu a visita e o comentário.
Olha, com a sua idade e até um pouco antes de completar a maioridade, você pode trabalhar no BB como menor aprendiz… é uma boa… você já vai conhecendo como funciona as coisas por lá, e confere se de fato é isto que você pro resto da vida.
Agora, prá fazer carreira, só como funcionário concursado mesmo… então tem que passar no concurso para escriturário, que é a única porta de entrada para ser funcionário e poder fazer carreira.
Vá se preparando… dá uma olhada nos grupos de concursos, nos editais, no conteúdo que cai na prova e, se puder, comece a estudar… você tem um tempo bem legal prá se preparar.
Boa sorte,
Abraço

Laise

20/04/2017

Olá, gostei muito do seu blog prarabéns !!
Gostaria de sabee como faço para trabalhar no BB sendo tercerizada?

Marco Gomes

21/04/2017

Oi Laise,
Valeu a visita e o comentário.
Olha, o pessoal que trabalha como contratado (não concursado) é recrutado localmente, na própria cidade. Tem também estagiários, que também são contratados na própria localidade… normalmente existem empresas que intermediam essas contratações e estágios (IEL, CIEE, etc).
Ainda tem empresas terceirizadas que prestam serviços ao banco (desde copa, limpeza, conferência de dinheiro, segurança, TI, etc).
Acho que, se você tem interesse em trabalhar como terceirizada no BB, deve procurar uma agência aí de sua cidade prá ver se existe a possibilidade, e qual o caminho a seguir.
Agora, se você está perguntando sobre trabalhar como bancária, através de uma empresa terceirizada, isto ainda não existe… só como contratada mesmo, nos lugares que tem este tipo de vaga.
abraço

Felipe

22/04/2017

Marco , mas não existe os correspondentes bancários… porque pelo que estou vendo, as atividades desses profissionais estão sendo consideradas como de bancários. Mesmo trabalhando em comércios, porém tem várias pessoas desempenhando funções típicas de bancários. É uma terceirização e parece estar em sintonia com normas do Banco Central. Tanto que existe casos, em que a justiça está considerando esse novo profissional como bancário de fato.. .
Porque eu também já soube de casos, em que estagiários de banco público, depois de rescindidos os contratos, foram indicados e/ou encaminhados pelas próprias instituições financeiras a trabalharem como correspondentes bancários.

Marco Gomes

22/04/2017

Oi Felipe,
Eu penso que você está se referindo ao comentário da Laise…
A pergunta dela foi bem específica, e desta forma respondi, objetivamente.
Os correspondentes bancários são empresas contratadas pelos bancos (não só pelo BB), para atividades inerentes ao serviço bancário, notadamente a pagamentos e recebimentos, lá no início. Atualmente eles podem realizar outras atividades, inclusive a contratação de operações e venda de produtos e serviços.
Maior exemplo são as lotéricas e o Correio.
Embora tenham características de empresas terceirizadas, na verdade não são (falando em termos legais), são empresas autônomas que prestam serviços aos bancos e recebem pelos serviços prestados e não pelos funcionários “cedidos” aos bancos para prestarem serviços dentro dos bancos (tanto que a legislação anterior nem permitia que os funcionários dos correspondentes atuassem dentro das dependências dos bancos).
Pode ser que, com a nova legislação, isto seja revisto.
Voltando à pergunta da Laise… ela perguntou como poderia trabalhar no BB como terceirizada… isto ainda não existe… depende da regulamentação e da opção, pelo BB, de se enquadrar na nova legislação.
Se for prá trabalhar num correspondente bancário, pode trabalhar numa lotérica ou fazer concurso pro Correio, mas não é trabalhar no BB como terceirizado… um ir para um banco privado.
abraço

Felipe

22/04/2017

Marco, eu entendi seu ponto de vista, porém o correspondente bancário vai muito além de lotéricas e correio(ambas organizações muito autônomas e especializadas em certas atividades ). Por exemplo na Caixa( já trabalhei na empresa) eles usam demais os corretores imobiliários ou imobiliárias para fazer transações financeiras…
No Banco do Brasil, não sei como funciona muito bem essa questão, mas existe cooperativas fazendo serviços bancários, além de correspondentes bancários mais específicos como esse tal Pagfácil , que se denomina como uma espécie de “agência” do Banco do Brasil…

A questão é que alguns desses profissionais, mesmo fora das agências bancárias tradicionais, estão sendo considerados como bancários também, mesmo trabalhando fora de bancos. Pois nesse ponto em alguns casos, não te parece na prática um tipo de terceirização…
Porque lotéricas e Correios são mais parcerias mesmo entre os bancos, uma vez que possuem enorme capilaridade.

Felipe

23/04/2017

Marco, somente pra completar a resposta… Veja esses dois links com análise judicial, que você vai perceber claramente, que na prática já vem ocorrendo terceirização de atividade fim dos bancos, praticada por correspondentes bancários.

No link 1, a ação já foi derrubada pelo Banco do Brasil… E nem entraram no mérito da terceirização de atividades fim. Foi por motivos judiciais.
No link 2, está bem demonstrada como os bancos estão deturpando a questão de terceirização fim. E,eu duvido que o judiciário consiga reverter.

E com essa nova lei de terceirização, certamente isso vai se potencializar. Os bancos criam estrutura administrativa e com isso empurram atividades bancárias para fora das suas próprias agências.

Marco Gomes

24/04/2017

Oi Felipe,
Valeu a contribuição.
abraço
Obs: Os links dos comentários foram excluídos… política de segurança do blog.

Felipe

05/04/2017

Olá ,

Tenho interesse em atuar no BB, possuo formação em engenharia química… Você acha possível entrar na área de engenharia do banco, por exemplo analisar projetos de indústrias sucroalcooleiras entre outras ou exercer atividades relacionadas à meio ambiente( que requeira conhecimentos de química ambiental etc). Experiência em área técnica é valorizada pelo Banco do Brasil..

Outra questão é quanto aos processos de automatização que os bancos estarão passando para os próximos anos…Você acredita que a profissão de bancário(fixo concursado) poderá ficar meio que ultrapassada num futuro …porque existe uma tendência muito forte de redução massiva de pessoal nos ” administrativos ” do banco, em razão das novas e atualizadas tecnologias… Neste caso, profissionais de TI ou eletrônica se tornarão os “profissionais de base ou operação” dentro da empresa…

Ótimo blog !!!

Marco Gomes

05/04/2017

Oi Felipe,
Valeu a visita e o comentário!
Olha, não existe cargo ou função para engenheiro químico no BB… a área de engenharia é voltada para a infraestrutura do próprio banco (civil, elétrica, mecânica e tal). Então você não poderá atuar na sua área dentro do banco. A experiência técnica é aproveitada nas áreas que o banco precisa de técnicos (engenharia, direito, e outras na área de atuação do banco).
Com relação à automação e evolução tecnológica, os bancos sempre foram os mais afetados por isto… há muito tempo. Quando eu comecei a trabalhar em banco não existia nem computador pessoal… fiz prova de datilografia no concurso… daí dá prá ter uma ideia da evolução tecnológica de lá prá cá, e já naquela época se falava da extinção da profissão de bancário.
Isto não vai acontecer… mas vai diminuir bastante a demanda por novos bancários, pela própria redução da necessidade de pessoal nos bancos.
E, mesmo para o pessoal da área tecnológica… não vai ter lugar prá todo mundo.
abraço

Felipe

05/04/2017

Sim, mas agora o cenário é bem diferente daquela época da transição datilografia para o computador. Pois, naqueles tempos havia muito espaço para crescimento físico dos bancos( novas agências etc) e o Governo do PT creio que expandiu bastante a atuação dos bancos públicos. Entretanto, no atual momento, essa crise econômica desperta interesses opostos por parte dos governantes de plantão.

Hoje, a evolução tecnológica é numa velocidade muito maior, a ponto de se falar em bancos virtuais( algo impensado em outros tempos). Fora que conceitos como terceirização . privatização e novas políticas econômicas parecem estar ganhando uma força muito grande ao redor desses bancos…

Por último, não sei exatamente se os bancos são os mais afetados com a tecnologia. Mas, parece certo que os bancários serão certamente os grandes prejudicados diante de um quadro tecnológico dessa magnitude, cercado por circunstâncias que geram total insegurança ao empregado fixo.

Mas a questão é, que com todos esses itens sendo colocados à discussão, a profissão de bancário pode se tornar desvalorizada num futuro próximo. Porque, se você tem uma automatização tão intensa e agressiva, a tendência é diminuir salários desses mesmos profissionais, uma vez que a automação torna mais operacional as funções de trabalho. Ainda mais num ambiente de empresa privada. E de possibilidade forte de terceirização.

Marco Gomes

05/04/2017

Felipe,
Certamente o impacto da inovação e da tecnologia afetou, afeta e continuará afetando os trabalhadores.
Existem previsões (veja bem, previsões) de que muitas profissões devem desaparecer nas próximas décadas, dentre elas a de advogado, telemarketing, jornalistas, bancários, e por aí vai.
Eu acredito que estamos já numa nova era… nem falo mais em transição… estamos (nós, humanidade) tendo que conviver com inovações cada vez mais aceleradas e cenários cada vez mais conturbados.
É assim que caminha a humanidade, desde sempre.
O que ocorre agora é o natural… mudanças com velocidade cada vez mais rápida… também sempre foi assim.
E também é natural que se construa cenários futuros… o que não se pode é afirmar (com certeza) que esses cenários vão se confirmar, são cenários e o tempo irá confirmar ou não as previsões atuais.
Uma coisa é certa, pelo menos para o nosso país: o cenário não é favorável aos trabalhadores… qualquer que seja a sua área de atuação.
Concluindo… eu acredito que o bancário nunca irá desaparecer… ele pode se transformar em consultor ou coisa parecida… a área comercial é difícil de terceirizar ou automatizar. Claro, serão muito menos bancários (em quantidade e em qualidade) do que são hoje.
abraço, e vamos torcer para que nem todos os cenários se concretizem.

Érico Agostinho dos Santos Filho

23/02/2017

Olá Marcos tudo bem, primeiramente parabéns pelo seu blog está me ajudando muito a ser um futuro bancário.

Eu queria que vc me explicasse e eexplicasse para os outros leitores sobre macro e micro-região, para não podermos ficr perdidos na hora da inscrição. Vc explica bem as coisas e com certeza com a sua explicação iremos perder todas as dúvidas a respeito. Obrigado

Marco Gomes

23/02/2017

Oi Érico,
Valeu o comentário… e a visita!
Bom, o BB iniciou esta coisa de micro e macro região para tentar evitar a evasão de funcionários logo depois do período que bloqueia a transferência (18 meses normalmente).
A ideia inicial era que os candidatos iriam se inscrever nas cidades próximas à sua residência, permanecendo mais tempo nas agências, sem pedir transferência.
E também para não ter que administrar um concurso nacional enorme, regionalizando os editais… e atendendo necessidades mais locais (estados/agências com falta de pessoal).
A ideia, inicialmente, até que deu certo mas, com o passar do tempo, os candidatos começaram a se inscrever nas micro e macro com menos disputa, ou que consideravam mais fácil de passar.
Atualmente este sistema está totalmente ultrapassado, mas tudo indica que deve permanecer mais um tempo.
O BB divide o país, para efeito de concurso, em macrorregiões (normalmente os estados da federação), e em microrregiões, que são as cidades polos de cada estado.
Cada uma das micro abrangem as cidades com agências do BB dentro da sua jurisdição.
Quando da inscrição, o candidato escolhe e opta pela macro e micro onde vai fazer a prova (mesmo que tenha que se deslocar até a cidade polo da micro… não tem que residir nela).
Isto implica que, se passar, terá que tomar posse em uma das agências da jurisdição da microrregião.
Na divulgação do resultado, o banco classifica os candidatos pela micro (que tem a prioridade para chamar os aprovados), e pela macrorregião.
Caso alguma micro, com o passar do tempo, chame todos os aprovados e ainda tenha necessidade de convocar mais candidatos, eles serão chamados na ordem de classificação da macro.
Às vezes tem mudanças desses critérios no edital, mas normalmente é assim que funcionava.
Se chamado pela macro, o candidato pode recusar (já que vai ser chamado para uma agência que não pertence à sua microrregião), e daí vai para o final da fila de classificação na macro, permanecendo na sua classificação original na microrregião.
Caso seja chamado na micro, não pode recusar (lembre que pode ser convocado para qualquer uma das agências que compõem a micro), se recusar será excluído da seleção.
A escolha da macro (estado, normalmente), e da micro (analisando as cidades que tem agência do banco), é importante, porque vai definir as cidades onde o candidato vai tomar posse, e trabalhar lá por, pelo menos, 1 ano e meio.
Não sei se esclareceu sua dúvida Érico… qualquer coisa, volte a perguntar, mais especificamente, ok.
abraço

Gabriel

01/02/2017

Bom dia,gostaria de saber assim. Ao ser aprovado no banco do brasil, depois de 1ano e meio posso pedir tranferência, com isso conseguiria vir pra mais perto da minha cidade natal.Mas com o tempo eu vou ser transferido?Ou somente serei transferido sobre a minha vontade ou aprovação(o banco me obriga a ser transferido?).Sei que cargos mais altos estão sujeitos a tranferência, mais qual seria o cargo mais alto(e consequentemente com maior salário) que posso atingir sem correr o risco de ser transferido?

Marco Gomes

01/02/2017

Oi Gabriel,
O “pedágio” para poder se candidatar à transferência é de 18 meses… às vezes este prazo aumenta prá 2 anos, às vezes diminui para um ano… depende do momento… vamos considerar o prazo de 1 ano e meio como o normal.
À partir deste prazo você pode concorrer à transferência. Aí vai depender de a agência de destino ter vaga, e você estar em primeiro na concorrência prá ser transferido automaticamente (ou em segundo, se tiver 2 vagas, ou terceiro, se tiver 3 vagas e assim por diante).
Existe 2 formas de se “mexer” no banco: uma é a transferência (sempre como escriturário), e a outra é para concorrer a cargo comissionado (progressão funcional).
Em ambos os casos a iniciativa é do funcionário… é ele que pede transferência ou coloca a concorrência. O banco não transfere funcionários sem a sua concordância… pode até pintar convite para você mudar de agência, mas você só vai se quiser.
Então este ponto é pacífico… você só se mexe se quiser (claro existem exceções, como o fechamento de agência, por exemplo, daí tem que sair… mas normalmente na mesma praça).
A partir do momento que você se torna administrador, esta regra não vale… se quiser continuar sendo administrador tem que ir… normalmente você também concorre para as agências que você quer, mas pode ser que seus superiores queiram que você vá prá outro lugar… mas é só quando você chegar a gerente geral (o tal administrador).
Normalmente até gerente de relacionamento o banco não obriga a sair.
Beleza?
abraço

Gabriel

02/02/2017

Muito obrigado, me desculpe pela confusão.
Se entendi corretamente, ao conseguir voltar pra cidade em que quero, como escriturário ou algum outro cargo acima, se for até o cargo de gerente de relacionamentos(lógico que esperando com um tempo mais elevado, para crescer dentro da mesma agência), corro pequenos riscos de ser transferido contra a minha vontade, podendo assim ficar até o final de carreira na mesma cidade, e no mesmo cargo.
Mas quanto seria a remuneração(juntamente com todos os auxilios disponibilizados pelo Banco do Brasil) de um gerente de relacionamentos?
Agradeço desde já, e peço desculpas pelo ocorrido com a pergunta e os comentários.

Marco Gomes

03/02/2017

Oi Gabriel…não tem problema não.
É isto, se você não quiser mudar de local de trabalho, o banco não costuma obrigar (este é o normal, ok… tem situações que a coisa não funciona na normalidade).
Tem também alguns casos que os que nomeiam não gostam de nomear comissionados na mesma agência (aí vai depender de quem nomeia). Então pode ser mais difícil crescer na mesma agência.
Quanto ao salário de um Gerente de Relacionamento, não tenho o valor certinho, mas deve estar em torno de uns 8, 9 mil bruto, e uns 5 ou 6 mil líquido, com tudo… mais ou menos.
Beleza?
abraço

Gabriel

03/02/2017

Muito obrigado!

Gabriel

03/02/2017

E leva-se quantos anos para se chegar em um cargo destes?

Marco Gomes

03/02/2017

Gabriel, isto varia muito… Não tem como fazer uma afirmação concreta.
Tem gerente nomeado com 3 ou 4 anos e tem candidatos que não é nomeado nunca…
Pode se preparar para esperar alguns anos pela nomeação.
Abraço

Allan

27/06/2016

Olá Marco, tenho uma dúvida já faz um tempo, quando puderes me ficarei grato…
Sobre os cursos Sinapse, existe uma forma de acessá-los fora do local de trabalho, ou seja, fora do intranet? Pois na minha agência, dificilmente tenho tempo de fazer esses cursos durante a jornada, quase sempre tenho que fazer em casa, mas não é possível acessar esses cursos fora do intranet pelo que sei….
Abraços…

Marco Gomes

27/06/2016

Oi Allan,
Valeu a visita…
É isto, a Intranet BB só pode ser acessada por uma estação de trabalho, durante a jornada (ponto fechado também não acessa), e como os cursos do Sinapse só podem ser feitos pela Intranet… não tem jeito… só no Banco, e durante o seu horário de trabalho. É isto que o Banco quer, o treinamento faz parte da jornada do funcionário (não é prá fazer em casa).
Sei que na teoria é tudo bonitinho e que na prática não funciona. Mas é assim que o banco quer que seja, então temos que nos organizar e arrumar uma forma de fazer como manda a IN.
Já pensou se o banco deixasse fazer em casa? Seria a alegria de todos os gerentes (que já iam botar mais alguma coisa junto, prá fazer em casa).
A vantagem é que as horas de treinamento estão no Sinergia, daí o gerente se obriga a arrumar um jeito de os funcionários fazerem os cursos.
E não esqueça que o treinamento é mais importante prá você do que prá agência (ou pro gerente).
Tem que dar seus pulos aí, ok.
abraço

Alan Faria

26/05/2016

Parabéns pelo seu blog! Ele é muito esclarecer para mim! Foi mencionado aqui que para o cargo de gerente geral geralmente é oferecido primeiramente por ex. No interior…gostaria de saber se para o cargo de gerente de relacionamento é mais Fácil de conseguir na mesma agência o qual por ex. estou trabalhando ou nas agências da mesma cidade? Obrigado!

Marco Gomes

26/05/2016

Oi Alan,
Que bom que os artigos tem te ajudado a esclarecer dúvidas… este é o propósito.
Olha, não existe uma regra institucional. Depende muito de quem nomeia… como ele pensa, como ele costuma fazer as nomeações (normalmente é o superintendente regional ou a superintendência estadual que nomeia), daí fica mais subjetivo. Tem uns que não se importam muito com isto, tem outros que seguem um critério, e pode ser que o critério seja de não nomear prá mesma agência onde trabalha, ou começar com agências menores (normalmente no interior) e depois vir crescendo e voltando prá perto da capital… enfim, não tem regra definida pelo banco… fica na cabeça das pessoas.
Eu diria que o mais comum é isto… começar pelo interior e ir crescendo… isto mais para o gerente geral, mas também é comum na gerência média.
Mas também é possível de acontecer de ficar na mesma agência ou na mesma cidade.
abraço

Alan Faria

26/05/2016

entendi.Mais uma vez muito obrigado

Kleber Gonçalves

20/04/2016

Olá Marco,
Bom, já fiz algumas postagens e tirei algumas dúvidas e só tenho a agradecer e também parabenizar pelo seu excelente trabalho no blog!
Mas sim, rsrs, sou ‘jovem’ e tenho muitas curiosidades, e lendo todos os posts e quase todos os comentários de seu blog fiquei na curiosidade de saber como foi a sua carreira (foi, porque pelo que li você se aposentou da carreira bancária e apenas dá aulas na Universidade do BB)como foram suas passagens pelos cargos, quanto tempo durou para cada avanço e também se for mais prático, um breve resumo já iria esclarecer muito para mim! Mas, claro, respeito desde já se você achar muita intromissão de minha parte! Como disse, sou um jovem que anda cada vez mais interessado em adentrar ao quadro de funcionários e o que não me falta são curiosidades, rsrs.
E também tenho uma dúvida, faço engenharia civil na federal aqui da Bahia, mas não consegui gostar do curso, meu pai foi bancário e minha mãe também (ela por mais de 20 anos e eu sempre gostei, então tenho cada vez mais plena convicção de que é o que quero), no caso penso em trocar para o curso de administração, e caso não consiga, largá-la e num futuro fazer numa faculdade particular, enfim, eu sairia muito atrás de pessoas aprovadas que já tenham formações acadêmicas? Seria melhor eu começar desde já ou não devo me preocupar tanto quanto a isso e dar um passo de cada vez? Desculpa pela intromissão inicial, por toda enrolação e desde já obrigado e grande abraço!

Marco Gomes

20/04/2016

Oi Kleber,
Seja bem vindo de novo… e obrigado pela audiência… é sempre bom saber que conseguimos afetar as pessoas de maneira positiva.
Cara, é uma história muito longa… acho que não dá prá contar toda ela aqui. Afinal foi quase uma vida inteira dentro do Banco.
Em muitos momentos gostei muito de trabalhar no Banco… em outros, nem tanto.
Acho que seria assim em qualquer outro trabalho.
Lendo seu comentário fiquei lembrando do meu filho caçula, que também queria trabalhar no Banco… acho que por influência minha, claro… mesmo sem querer.
Fez uns 3 ou 4 concursos e acabou entrando… eu sempre achei que ele seria um excelente funcionário, e é. Só que é muito bocudo (também puxou ao pai, infelizmente)… enfim.
Resumidamente… eu fiquei 20 anos no Banco na minha primeira posse e sai… pedi demissão e fui tentar uma de empresário.
Foi uma boa experiência, mas depois de uns dois anos, meu filho mais velho queria tentar o concurso e fui fazer com ele… temos o mesmo nome, então sentamos um na frente do outro.
Ele, felizmente não passou… seria um péssimo bancário, e eu, de bobeira, acabei passando em quinto lugar no estado.
Resolvi que era mais fácil ser funcionário do que ter funcionários, e retornei ao banco, como escriturário.
Na primeira posse o banco era outro… tudo dependia de tempo de serviço, a progressão funcional era lenta e difícil… tinha que esperar a vez.
De qualquer forma, consegui fazer uma carreira legal, passando por algumas agências, centros de serviço, e direção geral… quando sai era assessor na direção geral do banco e tinha acumulado uma boa experiência e entendia bem como funcionava o banco.
Na segunda posse foi tudo muito mais fácil… já tinha as manhas e em 4 meses acabei sendo convidado para trabalhar na superintendência estadual… claro que devido a minha experiência anterior.
Eu tinha trabalhado em áreas estratégicas do banco na primeira vez, e a super achou que eu poderia ser útil por lá… e acho que até fui.
Fiquei 8 anos na superintendência… conheci todo o estado, as agências e quase todos os funcionários do estado.
Trabalhei em muitas áreas da Super, e saí quando estava na assessoria de comunicação, minha área de formação… e sai porque queria ser gerente (foi a primeira vez que tive vontade de comandar uma agência).
Fui nomeado e fiquei quase 4 anos dirigindo uma agência pequena… uma boa experiência também.
Nessa altura minha esposa e dois filhos já haviam entrado no Banco, e achamos que era hora de voltarmos prá casa… para a nossa cidade natal, e preparar para deixar o banco.
Tentei vir como administrador por mais de um ano… não consegui, então larguei o cargo e viemos eu e minha esposa trabalhar num centro de serviços…
Voltamos prá casa, conforme tínhamos planejado.
Estava tudo certo, trabalhávamos no mesmo prédio, no mesmo horário, 6 horas, com horário flexível, sem regional enchendo o saco, sem pressão de metas prá cumprir… enfim, um paraíso.
Oito meses que estávamos aqui… veio o PAI, o Plano de Aposentadoria incentivada… pensei… é agora… e cai fora.
Queria me dedicar, novamente, a um negócio próprio.
E é o que estou fazendo… tentando ajudar as pessoas que tem interesse em trabalhar no Banco, contando histórias que ninguém conta.
E, quem sabe, um dia ganhar dinheiro com isto… vamos ver.
Chega…
Como eu disse, não dá prá detalhar 35 anos em poucas linhas, mas já que você provocou…
Eu tenho o péssimo hábito de escrever demais, então tenho que me policiar.
Por último, não acho certo eu te dar alguma sugestão sobre suas dúvidas… como você mesmo disse, é jovem ainda, vai ter tempo de descobrir o que é melhor prá você.
Só não deixe de fazer o que tiver vontade… se acha que a engenharia não é a sua… quem sabe? Só não esqueça que você vai ter que construir pontes, viadutos e casas… e as pessoas vão passar e morar nelas.
Tem que ser alguma coisa que valha a pena ser feita, se não ninguém ficará feliz… nem quem construiu, nem quem for utilizar (principalmente se não for bem construído).
Não sei quanto tempo ainda tem pela frente na faculdade… não decida nada sem refletir bem…
Entrar no Banco é um desejo? Então corra atrás… se puder já entre com o curso superior, mesmo que não seja o que você quer. Vai contar para os seus planos (quase todos os funcionários tem graduação).
Se quiser, mais tarde pode fazer outro (ou outros) cursos.
De um passo de cada vez, ok.
beleza?
grande abraço e fique bem.

Pablo Lemos

09/04/2016

Olá, Marcos, tudo bem?
Primeiramente, quero parabenizá-lo pelo brilhante trabalho com o site.

Bom, sou jornalista e, agora, quero ser funcionário do Banco do Brasil.
Sabe me dizer sobre o cargo de assessoria de Imprensa?
Tenho interesse em ser assessor, trabalhar na minha área.
Quais são as etapas?
É verdade que eu precisaria ser gerente de relacionamento antes?
Como funciona?

Grato,

Pablo Lemos

Marco Gomes

10/04/2016

Oi Pablo,
Valeu passar aqui no blog e obrigado pelo comentário.
Quer dizer que somos colegas?
Olha Pablo, só tem um Assessor de Imprensa do Banco, que normalmente é o Gerente Executivo da área de Relacionamento com a imprensa do BB… eu diria que só ser gerente de relacionamento antes, é pouco.
Chegar à Gerencia Executiva leva algum tempo… e é no mesmo nível funcional de Superintendente Estadual.
Bom, esclarecido quem é o Assessor de Imprensa, vamos às outras alternativas de cargos que pode exercer que tenha alguma coisa a ver com a nossa profissão…
Você pode ir para a Diretoria de Marketing e Comunicação… ou para outras diretorias que tratam de assuntos afetos (TVBB, Site, BB Digital, Imprensa, etc)… tudo em Brasília.
Ou você pode ir para uma das Superintendências Estaduais para atuar na Assessoria de Comunicação.
No primeiro caso, nas diretorias, você vai como Assessor (o único cargo inicial que tem por lá) e aí ficar assessorando (é meio que um escriturário de luxo) uma das áreas de comunicação da diretoria (comunicação interna, marketing, comunicação externa, etc). Prá ir prá Brasília também demora um tempinho…
Ou ir prá Super e virar Assessor… também leva um tempinho, mas nas Super você não vai trabalhar só com comunicação… vai fazer muitas outras coisas…
Eu não tenho certeza de quantos funcionários são jornalistas, mas vou arriscar um chute… deve ter uns 5 mil??? Pode ser que sim, ou não… mas pode ter certeza, tem muito funcionário jornalista também querendo ser assessor de imprensa do BB.
Mas tudo é possível… eu fui por uns 4 anos assessor de comunicação de uma das Super… um trabalho legal, interessante mas, eu diria… pouco valorizado, já que não participa diretamente do resultado da Super (lucro).
Veja Pablo, isto não tem o menor interesse em te desanimar… é só para te localizar.
Normalmente o pessoal que está de fora, não tem ideia de como funcionam as coisas lá dentro… atualmente a grande maioria dos funcionários tem graduação, e uma boa parte, pelo menos uma pós… o único profissional que você não achar com facilidade nos quadros do BB é o médico, por óbvias razões, os demais… muitos.
A concorrência na nossa área é grande e o caminho longo… mas se tiver a fim… é encarar.
Valeu?
abraço

Yuri Santana

11/02/2016

Olá Marco, tudo bem? Hoje eu queria que você nos explicasse quais carreiras possíveis no curso de contábeis. Caso n seja possível, tenho apreço pela carreira de auditoria. Estou me preparando para o concurso com esse objetivo. Obrigado!

Marco Gomes

11/02/2016

Oi Yuri, tudo certo?
Vamos lá… é muito estranho ouvir de carreira de engenheiro, carreira de contábeis, carreira de finanças… é o que pinta aqui nos comentários.
Só que não é assim que funciona na vida real.
Você entra no Banco e vai fazer a carreira de… bancário… parece óbvio não é?
Agora, dentro do Banco existem algumas vertentes que se desviam um pouco da carreira de bancário, como por exemplo, a do pessoal das engenharias e arquitetura, dos advogados, e até de algumas especialidades dentro da grande administração (economia, contábeis, finanças, etc).
Se sair da área administrativa do Banco, você vai para a área técnica, aquela que precisa de conhecimento e graduação específica (os engenheiros, advogados, etc).
Já na carreira administrativa você seguira a carreira de bancário. Ou seja, vai trabalhar num Banco, seja na área operacional (agências), tática (superintendências) ou estratégica (as Unidades Estratégicas, normalmente em Brasília).
E é aí que você vai poder se localizar… a especialização em contábeis, por exemplo, no operacional e no tático não faz nenhuma diferença, já que não existe um cargo específico para quem é de contábeis, ou administração, direito, engenharia, etc.
O conhecimento é útil, em qualquer área do Banco, mas não existe um cargo ou carreira específico para cada formação.
Na direção geral é que a formação acadêmica pode criar um diferencial, desde que ela esteja sendo procurada.
Você não vai encontrar um cargo específico para quem é graduado em contábeis… o conhecimento é que acaba fazendo a diferença, em qualquer área.
Mesmo na área de auditoria do Banco existem as especializações… em TI, em administração, em contadoria, controladoria, etc… mas não é fundamental a formação (no caso da Audit, o recrutamento é por processo seletivo, e não necessariamente por graduação).
Então Yuri, a formação por si só não faz o encarreiramento.
O conhecimento é importante, mas não necessariamente existe um cargo específico para cada graduação.
O que tem que ter em mente é que a formação acadêmica gera uma pontuação no TAO, dependendo da área pretendida… então se você vai concorrer para a Unidade Estratégica que cuida da contabilidade do Banco, a Coger… claro que a sua formação em contábeis vai pontuar mais do que quem, por exemplo, é graduado em educação física, mas uma possível pós graduação do cara de educação física em auditoria contábil, por exemplo, pontua mais que você, que não tem nenhuma pós (graduação + pós na área, acaba valendo mais que só a graduação na área), sacou?
Finalizando, que já está extenso demais… você vai entrar no Banco para ser bancário. Depois disso é que você poderá optar pela área de atuação que seja mais interessante, mas não necessariamente num cargo exclusivo para a sua área de formação.
Valeu?
abraço

Roger Clancy

25/01/2016

Bom dia amigo, primeiramente parabéns pelo seu blog, gostei muito mesmo, bastante informativo. Bem, gostaria de saber de um caso em particular. Estou com meu nome negativado nos orgãos de proteção ao crédito SPC/Serasa, isso seria problema para que eu pudesse trabalhar no BB ou em qualquer outro banco?

Marco Gomes

25/01/2016

Olá Roger,
Valeu a visita ao blog e o comentário… obrigado.
Olha, é quase certo que a negativação do seu nome vai atrapalhar na contratação… não só no BB, mas em qualquer banco.
Afinal você vai trabalhar em um banco, onde a restrição cadastral impede de fazer qualquer coisa como cliente, imagine como funcionário.
O que é que eu poderia te sugerir para o caso?
Primeiro tem que passar no concurso, certo.
Depois, quando for chamado para a qualificação (é aí que o Banco vai verificar sua situação cadastral), você procura seus credores e negocia… em 5 dias eles tem que tirar seu nome das listas restritivas.
Daí você aproveita que vai estar com um salário garantido e resolve suas restrições.
É uma alternativa.
abraço

Roger Clancy

25/01/2016

Obrigado pela resposta amigo. Verdade, no momento estou desempregado e vivendo de bicos então só posso estudar e não consigo arcar com minhas dívidas, minha intenção é justamente essa, pode entrar lá e pagar minhas dívidas, especialmente que tenho o nome negativado pelo próprio BB, o que já é complicado por si só.

Marco Gomes

25/01/2016

Valeu Roger,
É, negativado no BB… sem chance de ser qualificado.
Mas hoje em dia tudo é negociável.
abraço

Comentários

sobre o autor

Olá, eu sou Marco Aurélio Gomes, Jornalista por formação, Bancário por opção e Educador por paixão... Neste espaço você pode esclarecer suas dúvidas e satisfazer sua curiosidade sobre como é trabalhar no Banco do Brasil.

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